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Matemática é um dos maiores desafios da educação brasileira: o que sete municípios ensinam sobre como melhorar a aprendizagem

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Matemática é um dos maiores desafios da educação brasileira: o que sete municípios ensinam sobre como melhorar a aprendizagem

Pesquisa nacional do Iede identifica experiências municipais com resultados de destaque e mostra como currículo, formação docente, acompanhamento pedagógico e gestão baseada em evidências podem ajudar as prefeituras a enfrentar as dificuldades dos estudantes.

O Brasil enfrenta um problema persistente na educação básica: garantir que crianças e adolescentes aprendam Matemática com compreensão suficiente para resolver problemas, interpretar informações e utilizar conhecimentos numéricos em situações da vida cotidiana.

Os resultados das avaliações nacionais mostram que esse desafio permanece mesmo entre estudantes que concluem os anos iniciais do ensino fundamental. Há avanços em determinados indicadores, mas uma parcela expressiva dos alunos chega às etapas seguintes sem dominar conhecimentos matemáticos fundamentais.

Uma pesquisa divulgada em 7 de outubro de 2026 pelo Instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a B3 Social e apoio da Fundação Lemann, oferece elementos concretos para enfrentar essa situação.

Intitulado Matemática para a vida: o que experiências nacionais nos ensinam e o que precisamos desenvolver, o estudo examina políticas educacionais, práticas de gestão e estratégias pedagógicas de redes municipais com resultados de destaque.

A investigação reuniu análises quantitativas e qualitativas, entrevistas, observações de aulas e documentos das redes de ensino. O objetivo foi compreender quais condições institucionais e pedagógicas aparecem nas experiências municipais que conseguem resultados superiores aos esperados.

Para prefeitos, secretários municipais de Educação, diretores e professores, a principal contribuição é oferecer caminhos de gestão e de ensino que podem ser examinados, adaptados e acompanhados por indicadores de aprendizagem.

O tamanho do desafio brasileiro

Segundo os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2023, 34% dos estudantes avaliados em Matemática no 5º ano do ensino fundamental estavam concentrados nos quatro níveis inferiores da escala de proficiência, considerando os níveis abaixo de 1 até 3.

Em 2021, essa proporção era de 38,8%. A redução indica uma melhora na distribuição dos estudantes, embora não signifique que todos os demais tenham alcançado aprendizagem adequada.

Estudantes nos quatro níveis inferiores de proficiência em Matemática, 5º ano, Brasil

Participação dos estudantes nos níveis abaixo de 1 até 3 da escala de proficiência do Saeb.

Fonte: Inep, Relatório de Resultados do Saeb 2023, volume 1. Percentuais nacionais relativos à distribuição na escala de proficiência, não à classificação de aprendizagem adequada.

O estudo do Iede acrescenta uma informação mais recente: com base no Saeb 2025 e no critério de aprendizagem adequada utilizado pela pesquisa, aproximadamente metade dos estudantes da rede pública brasileira conclui os anos iniciais sem alcançar o patamar esperado em Matemática.

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Os dois resultados utilizam recortes diferentes e não devem ser comparados diretamente como se fossem o mesmo indicador.

Para a gestão municipal, a implicação é clara. Não basta observar se a nota média da rede aumentou. É necessário identificar quais conhecimentos foram efetivamente aprendidos, quais estudantes permanecem nos níveis mais baixos e se as diferenças de aprendizagem estão diminuindo.

Sete municípios brasileiros que merecem atenção

A pesquisa selecionou redes municipais de diferentes regiões, portes populacionais e condições socioeconômicas. Foram seis redes investigadas no estudo principal e uma rede utilizada como campo piloto.

Municípios analisados no estudo do Iede

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Anicuns (GO)

Acompanhamento de planejamentos, simulados mensais e devolutivas pedagógicas. A rede alcançou 78% de aprendizagem adequada em Matemática no Saeb 2023, contra 43% na referência nacional de redes municipais.

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Cruz (CE)

Rede do estudo piloto. Destaca-se pela articulação entre acompanhamento da aprendizagem, currículo e políticas de apoio pedagógico, incluindo a iniciativa Cruz é Hora de Aprender Mais (CHA+).

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Casinhas (PE)

Utilização de avaliações próprias, materiais manipuláveis, jogos e espaços de aprendizagem conhecidos como “cantinhos da Matemática”.

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Ji-Paraná (RO)

Avaliações municipais, formação com jogos matemáticos, recursos de baixo custo e diversificação das atividades em sala.

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Miracema (RJ)

Ciclos formalizados de acompanhamento pedagógico, análise de evidências e reorientação do planejamento das escolas.

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Junqueirópolis (SP)

Sistema próprio de avaliação, acompanhamento pedagógico e experiências de educação financeira com projetos desenvolvidos pelos estudantes.

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Joaquim Távora (PR)

Diagnósticos alinhados às matrizes de avaliação e organização de habilidades prioritárias por meio de materiais comuns à rede.Fonte: Iede, Matemática para a vida, 2026, capítulos 2 e 3. As práticas apresentadas são exemplos identificados na pesquisa, não uma classificação de desempenho ou uma atribuição causal individual.

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O conjunto revela algo relevante para o municipalismo brasileiro: há experiências de aprendizagem de destaque em municípios pequenos e médios, inclusive em localidades com condições econômicas bastante diferentes.

Casinhas, em Pernambuco, tinha população de 12.967 habitantes no Censo 2022 e PIB per capita de aproximadamente R$ 9,5 mil em 2023, segundo os dados reunidos pelo estudo. Ji-Paraná, em Rondônia, tinha 124.333 habitantes e PIB per capita de aproximadamente R$ 46,8 mil.

Isso não elimina a influência das condições socioeconômicas. Mostra, porém, que é necessário investigar também a organização do trabalho pedagógico e as decisões da gestão educacional.

O que as experiências ensinam sobre gestão educacional

1. O currículo precisa orientar o que acontece em sala

Uma das convergências identificadas pela pesquisa é a importância de um currículo alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), traduzido em expectativas claras de aprendizagem e apoiado por materiais pedagógicos coerentes.

Isso exige que a secretaria municipal identifique quais conhecimentos matemáticos são estruturantes em cada ano escolar e garanta que professores, coordenadores e diretores compartilhem essas expectativas.

Um estudante que chega ao 5º ano sem compreender o sistema de numeração decimal, o significado das operações ou as relações entre diferentes representações numéricas terá dificuldades crescentes para trabalhar com frações, proporcionalidade e resolução de problemas.

Em Joaquim Távora, o estudo registra a utilização de um material próprio, o Caderno da Olimpíada Municipal de Matemática, como instrumento de alinhamento de habilidades entre escolas.

A experiência sugere uma possibilidade para outras redes: produzir orientações comuns de ensino, preservando a autonomia docente e garantindo que as habilidades essenciais não dependam exclusivamente da escolha individual de cada professor.

2. Avaliar só faz sentido quando o resultado altera o ensino

O Saeb é importante para compreender o desempenho da rede, mas sua periodicidade não permite acompanhar todas as dificuldades que surgem durante o ano letivo.

Por isso, as experiências analisadas utilizam avaliações diagnósticas e outros instrumentos de acompanhamento.

Em Anicuns, os simulados mensais contribuem para identificar dificuldades das turmas e orientar a priorização de conteúdos. Em Junqueirópolis e Miracema, o acompanhamento da aprendizagem aparece integrado a processos formalizados de devolutiva e replanejamento.

O cuidado é evitar transformar a avaliação em treinamento repetitivo para provas. Uma questão errada deve ajudar o professor a compreender como o estudante raciocinou, qual conceito ainda não domina e que intervenção pode favorecer sua aprendizagem.

A secretaria pode organizar reuniões periódicas para que os professores examinem produções dos alunos, identifiquem erros recorrentes e planejem novas situações de ensino.

3. A formação docente deve chegar ao conteúdo matemático

O relatório identifica experiências de formação continuada que aproximam os professores de jogos, materiais manipuláveis, atividades diversificadas e problemas concretos de sala de aula.

Em Anicuns e Ji-Paraná, foram relatadas formações envolvendo jogos matemáticos e materiais de baixo custo.

Entretanto, os próprios pesquisadores apontam uma limitação: foram menos frequentes as oportunidades formativas dedicadas ao aprofundamento do conhecimento matemático e das formas específicas de ensinar esses conteúdos.

Isso merece atenção das secretarias.

Uma formação sobre frações, por exemplo, precisa discutir o conceito, diferentes representações, erros comuns dos estudantes, estratégias de resolução e formas de intervenção do professor.

Apenas entregar atividades prontas ou apresentar uma nova metodologia não garante que o docente desenvolva o conhecimento necessário para ensinar com segurança.

4. O ambiente escolar pode favorecer a aprendizagem matemática

Em Casinhas, a pesquisa observou os chamados “cantinhos da Matemática”, espaços com jogos e recursos pedagógicos acessíveis aos estudantes.

Em outras redes, as salas apresentavam materiais relacionados a frações, sólidos geométricos, tabuadas, calendários e sistema de numeração.

Esses recursos podem ampliar as oportunidades de representação, manipulação e discussão de conceitos.

Entretanto, sua presença física não garante aprendizagem. Um jogo só se transforma em recurso pedagógico quando o professor estabelece objetivos, organiza a atividade, acompanha as respostas e ajuda os estudantes a sistematizar o conhecimento construído.

5. A coordenação pedagógica precisa acompanhar o ensino

Nas redes investigadas, os coordenadores pedagógicos aparecem como profissionais importantes para conectar as orientações da secretaria ao cotidiano da escola.

Em Anicuns, a pesquisa encontrou acompanhamento de planejamentos, monitoramento de registros pedagógicos e contato frequente entre equipes escolares e secretaria.

Esse modelo oferece uma lição para os municípios: o coordenador não pode ter sua jornada consumida apenas por demandas administrativas.

É necessário reservar tempo institucional para observação de aulas, estudo de evidências, planejamento conjunto e devolutivas formativas aos professores.

O objetivo deve ser apoiar a melhoria do ensino, e não produzir uma cultura de fiscalização individual do trabalho docente.

O que os municípios podem fazer na prática

O relatório organiza recomendações em três horizontes: curto prazo, de zero a seis meses; médio prazo, de seis a 24 meses; e longo prazo, de dois a quatro anos.

A partir dessas orientações, é possível estruturar um plano municipal de melhoria da aprendizagem matemática, com responsabilidades e indicadores definidos.

PrazoAção prioritáriaComo acompanhar
0 a 3 mesesDiagnosticar as habilidades matemáticas por turma e ano escolarPercentual de estudantes por habilidade demonstrada
0 a 6 mesesGarantir tempo de planejamento e estudo de Matemática aos professoresParticipação e qualidade dos planejamentos
3 a 6 mesesImplantar devolutivas pedagógicas após as avaliaçõesIntervenções realizadas e reavaliação das habilidades
6 a 12 mesesEstruturar formação específica em conteúdos matemáticos e mediação docenteObservações de aula e evolução das aprendizagens
6 a 24 mesesIntegrar currículo, materiais, avaliação e acompanhamentoRedução das diferenças entre turmas e escolas
2 a 4 anosConsolidar uma política municipal de Matemática com equidade e inclusãoEvolução do Saeb e indicadores locais comparáveis

Proposta de operacionalização editorial baseada nas recomendações do capítulo 4 do estudo do Iede. Os prazos específicos de cada atividade são sugestões de planejamento, não obrigações legais.

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Um exemplo de intervenção pedagógica

Considere uma turma de 4º ano em que a avaliação diagnóstica revele dificuldades na compreensão da multiplicação.

A escola pode organizar uma sequência de ensino que comece pela análise das estratégias utilizadas pelos estudantes, avance para representações com agrupamentos e arranjos retangulares, explore problemas com diferentes significados da multiplicação e retome os procedimentos de cálculo.

O professor acompanha como cada estudante resolve as tarefas e propõe intervenções específicas. A coordenação pedagógica analisa as produções e oferece apoio ao planejamento.

Ao final da sequência, uma nova avaliação verifica se houve progresso nas habilidades trabalhadas.

Esse ciclo permite distinguir três situações: estudantes que consolidaram a aprendizagem, estudantes que avançaram parcialmente e estudantes que ainda precisam de intervenções diferentes.

É um exemplo de aplicação das recomendações do relatório, não a descrição de uma intervenção específica executada pelos sete municípios.

O que muda para prefeitos e secretarias municipais

A melhoria da Matemática precisa entrar no planejamento estratégico da educação municipal.

O prefeito pode assegurar prioridade institucional, recursos e continuidade administrativa. O secretário de Educação deve traduzir essa prioridade em metas pedagógicas, formação, acompanhamento e apoio às escolas.

Para isso, algumas decisões merecem atenção.

Planejamento e orçamento. A política municipal de Matemática deve estar conectada ao Plano Municipal de Educação, ao planejamento da secretaria e aos instrumentos orçamentários. A disponibilidade de materiais e a formação continuada precisam ter previsão de execução, e não depender apenas de projetos ocasionais.

Gestão de projetos. É possível organizar as ações em um projeto com escopo, responsáveis, cronograma, riscos, recursos e indicadores. Uma estrutura baseada em práticas de gerenciamento de projetos permite acompanhar entregas, corrigir atrasos e verificar resultados.

Monitoramento pedagógico. Os indicadores devem incluir tanto resultados de aprendizagem quanto condições de implementação. Uma rede pode realizar todas as formações previstas sem que isso produza, necessariamente, melhoria no conhecimento dos estudantes.

Equidade. O acompanhamento precisa identificar diferenças entre escolas, turmas e grupos de estudantes, respeitando a proteção dos dados pessoais. A pesquisa recomenda fortalecer práticas inclusivas e ampliar a atenção às desigualdades raciais e de gênero.

Continuidade. Uma política de Matemática não pode ser interrompida automaticamente a cada troca de secretário, diretor ou administração. Documentar processos, preservar equipes técnicas e avaliar os resultados contribui para a sustentabilidade das iniciativas.

Uma questão que merece atenção: o erro e a relação do estudante com a Matemática

A pesquisa do Iede também destaca a importância de utilizar os erros e as diferentes estratégias de resolução como informações sobre o raciocínio matemático dos estudantes.

Isso tem consequências para a organização das aulas.

Quando o aluno apresenta uma resposta incorreta, a intervenção docente pode investigar como ele chegou àquele resultado. A partir dessa informação, o professor consegue propor perguntas, comparar procedimentos e construir novas oportunidades de aprendizagem.

Em uma perspectiva de análise do comportamento, também é relevante observar as condições em que o estudante participa das atividades matemáticas. Exposição pública constrangedora, punições diante de erros e tarefas persistentemente incompatíveis com seu repertório podem favorecer respostas de esquiva.

Essa interpretação comportamental é complementar ao estudo do Iede e não constitui uma conclusão causal demonstrada pela pesquisa.

A escola deve promover um ambiente no qual o estudante possa tentar, receber devolutivas claras, corrigir procedimentos e perceber seu próprio progresso.

O domínio dos conceitos matemáticos e a participação nas atividades precisam avançar conjuntamente.

Para replicar com responsabilidade

As experiências de Anicuns, Cruz, Casinhas, Ji-Paraná, Miracema, Junqueirópolis e Joaquim Távora oferecem referências importantes, mas não devem ser tratadas como modelos que possam ser copiados integralmente.

O estudo identificou práticas associadas a bons resultados, sem demonstrar que uma intervenção isolada tenha causado o desempenho observado. As condições socioeconômicas, a trajetória das redes, a composição das equipes e a continuidade das políticas também precisam ser consideradas.

O próprio caso de Anicuns ilustra a importância dessa cautela. Embora tenha alcançado 78% de aprendizagem adequada em Matemática no Saeb 2023, o município registrava 82% em 2019. Portanto, apresentava resultado elevado em comparação à referência nacional, mas uma redução de quatro pontos percentuais no período.

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Uma boa prática deve ser analisada considerando simultaneamente o patamar alcançado, a trajetória histórica, a equidade e as condições que permitiram sua implementação.

Antes de adotar uma iniciativa, cada município precisa identificar seu problema prioritário, conhecer os recursos disponíveis, verificar a capacidade de execução e estabelecer indicadores para avaliar se a mudança está produzindo os efeitos esperados.

A Matemática como prioridade permanente da gestão municipal

O estudo do Iede mostra que as redes municipais investigadas não dependem de uma solução única. Elas apresentam diferentes combinações de planejamento, currículo, avaliação, formação, acompanhamento pedagógico e práticas de sala de aula.

O desafio brasileiro exige enfrentar fragilidades acumuladas ao longo da escolarização, começando pela consolidação dos conhecimentos fundamentais nos anos iniciais.

Para os municípios, o caminho mais consistente é transformar o ensino de Matemática em uma prioridade permanente, sustentada por decisões pedagógicas fundamentadas, apoio aos professores e acompanhamento sistemático da aprendizagem.

O resultado esperado precisa aparecer na capacidade dos estudantes de compreender conceitos, explicar raciocínios, resolver problemas e utilizar a Matemática em diferentes situações.

Uma política educacional só demonstra seu valor quando as oportunidades de aprendizagem se ampliam e os resultados alcançam também os estudantes que enfrentam maiores dificuldades.

Fontes para consulta

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